Conteúdo, quando um todo, é essência da
aula!
Ao
elaborarmos um Plano
de Aula , procuramos ter em mente quais objetivos queremos alcançar com
nossos alunos. Pensamos nos assuntos, nos recursos, nas metodologias, nas
características dos alunos e da turma, entre outros, mas o essencial é que o
planejamento também contemple os conteúdos a serem desenvolvidos para
concretizar a aprendizagem. Aprofundar nossa compreensão de conteúdos melhora
não só nossa prática pedagógica como nossa visão do que é importante considerar
como avaliação destes resultados. Conforme Rios (2002, p. 60-61):
A
ampliação da ideia de conteúdos, que não se restringem apenas aos conceitos,
mas englobam comportamentos e atitudes, aponta no sentido de se afastar de uma
concepção de ensino marcada por uma valorização hipertrofiada da razão, como
instrumento superior de construção do conhecimento. Se a educação é um processo
contínuo de busca de um saber ampliado e aprofundado, de um viver inteiro, é
preciso que os indivíduos estejam inteiros nessa busca. (RIOS, 2002, p. 60-61).
Sendo assim, os conteúdos se destacam como
veículo para uma aprendizagem mais significativa e como Zabala (1998, p. 30)
diz: “todos aqueles que possibilitem o desenvolvimento das capacidades motoras,
afetivas, de relação interpessoal e de inserção social”. Dimensionar os
conteúdos ao classificá-los conforme conceituais, procedimentais e atitudinais,
permite maior clareza nas estratégias propostas em nossos planejamentos, bem
como na concepção de um ensino voltado para o protagonismo do aluno. Nas
palavras de Campos e Nigro (2009, p. 36):
Alguns
professores e pesquisadores, preocupados em estabelecer o que realmente se
ensina na escola, propuseram que tudo o que é possível de aprendizagem é um
conteúdo. Assim, além dos conteúdos conceituais, ou seja, do “saber sobre”, o
currículo também contém os conteúdos procedimentais, ou seja, o “saber fazer”,
e os conteúdos atitudinais, o “ser”. (CAMPOS; NIGRO, 2009, p. 36).
Esta proposta de classificação dos conteúdos foi
descrita muito bem pelo pesquisador espanhol César Coll e colaboradores em
1987, servindo de fundamentação para sua inclusão nos Parâmetros Curriculares
Nacionais (1996), do Ministério da Educação e do Desporto do Brasil. Daquela época
até os dias de hoje, muitas experiências foram feitas e cada vez mais nos
questionamos “por que ensinamos” e “como nosso aluno aprende”.
Assim, aula e plano de trabalho são
indissociáveis. Um dá suporte e concretiza o outro. Na consciência do professor
está seu objetivo e sua disposição para uma prática pedagógica que envolva seu
aluno como um todo: conceito, habilidade e atitude.
REFERÊNCIAS:
CAMPOS, M. C. Da C.; NIGRO, R. G. Teoria e
prática em Ciências na escola: o ensino-aprendizagem como investigação. 1. ed. São
Paulo: FTD, 2009.
RIOS, Terezinha Azerêdo. Compreender e
ensinar: por uma docência da melhor qualidade. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como
ensinar. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda, 1998.
https://www.soescola.com/2016/07/plano-de-aula-para-professores-modelos-prontos-e-downloads.html
(Imagem)

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