sábado, 10 de março de 2018




Buscando informações sobre aprendizagem, aprofundar a compreensão sobre letramento dos alunos nos indica caminhos alternativos para obter a construção do conhecimento. Segundo a Wikipedia, o Letramento caracteriza o indivíduo que “não só sabe ler e escrever (atributo daquele que é alfabetizado), mas também faz uso competente e frequente da leitura e da escrita”. Sendo assim, precisamos refletir sobre a necessidade de abordarmos a leitura crítica do mundo em nossas aulas, pois não se constrói conhecimento se ele estiver isolado da realidade.

Mas o que faz de uma leitura um processo crítico? Decodificar símbolos (letras) não dá significado, mas um pensamento interpretativo que insere o objeto do pensamento no contexto social não só carrega de significado, mas também identifica o indivíduo no mundo contemporâneo em que vive. Conforme Garcia; Silva e Felício (2012, p.135):

Um letramento crítico deve buscar exatamente isso: a constituição de sujeitos “éticos”, “democráticos” e “críticos”. Embora seja mais cômodo, é inadmissível ignorar as novas linguagens proliferadas no mundo contemporâneo e as necessidades de um letramento crítico que o mundo pede aos alunos. (GARCIA; SILVA; FELÍCIO, 2012, p.135)

Falando em necessidades, a escola como instituição, não está isolada da realidade. Ela é o espaço social de inserção da globalização, digitalização e diversidade de ideias e culturas. Os alunos e professores convivem em um mundo de informações multifacetadas que exigem um filtro crítico para que favoreçam o crescimento do conhecimento, bem como de um posicionamento ético perante a vida em sociedade.

Portanto, muita reflexão precisa ser feita para aproveitarmos este momento atual de diversificação de linguagens no mundo e nas escolas, para que possamos aprender a conhecer e valorizar as culturas e trazer para a educação, formas produtivas de alcançar o conhecimento.


REFERÊNCIAS:

GARCIA, C.B.; SILVA, F.D.S.; FELÍCIO, R.P. Projet(o)arte: uma proposta didática. In: ROJO, R.; MOURA, E. (orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.



Um comentário:

  1. Os tempos são outros, não é Anaí? O conceito se amplia pois as oportunidades de comunicação e expressão também se ampliam. Viva a evolução. E nós da escola no meio de tudo isso? E a velocidade de mudança da escola? Cada vez mais de "freio puxado?" Sérioooooo issooooooo. Segue escrevendo que estou por aqui te acompanhando.
    Abraço, Betynha (Tutora PEAD2/UFRGS - VII Eixo - Seminário Integrador)

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