domingo, 11 de setembro de 2016


O prazer da leitura
Todo leitor busca em um livro a satisfação proporcionada por um encantamento. A vida perpassa entre as frases do texto e enuncia um contexto do mundo em que vivemos. A prender a ler e dominar o todo da história não só encanta, mas autoriza o leitor a construir também o seu significado. Esta trajetória que inicia na infância pode se perpetuar ao longo da vida sempre que a escola cumprir seu papel ao oportunizar vivências literárias que estimulem escolhas e valorizem a leitura como construção social.

Ler não depende necessariamente de disciplinas escolares ou práticas repetitivas. O gosto pela leitura, isto é, a construção de um verdadeiro leitor exige uma curiosidade permanente que busca não só informações, mas também um autoconhecimento na interpretação de significados. Nas palavras de Alves (2004):

A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. A criança volta-se para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está a ler. ALVES (2004).

Assim, é importante que o professor não perca a essência do poder da leitura: conquistar novos leitores e introduzi-los no caminho mágico das letras. A escola é um espaço desta prática, mas, sobretudo, é um local onde seus representantes, professores e alunos podem exemplificar diariamente o quanto a literatura faz parte do conhecimento cultural do mundo.

REFERÊNCIAS:

ALVES, Rubem. Gaiolas ou Asas – A arte do vôo ou a busca da alegria de aprender. Porto, Ed. Asa, 2004. Disponível em: http://pagina-de-vida.blogspot.com.br/2007/05/o-prazer-da-leitura-rubem-alves.html. Acesso em: 11/09/16

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