O prazer da leitura
Todo leitor
busca em um livro a satisfação proporcionada por um encantamento. A vida
perpassa entre as frases do texto e enuncia um contexto do mundo em que
vivemos. A prender a ler e dominar o todo da história não só encanta, mas
autoriza o leitor a construir também o seu significado. Esta trajetória que
inicia na infância pode se perpetuar ao longo da vida sempre que a escola
cumprir seu papel ao oportunizar vivências literárias que estimulem escolhas e
valorizem a leitura como construção social.
Ler não
depende necessariamente de disciplinas escolares ou práticas repetitivas. O
gosto pela leitura, isto é, a construção de um verdadeiro leitor exige uma
curiosidade permanente que busca não só informações, mas também um
autoconhecimento na interpretação de significados. Nas palavras de Alves
(2004):
A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das
letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. A criança volta-se para
aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los –
porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro!
Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da
mediação da pessoa que o está a ler. ALVES (2004).
Assim, é
importante que o professor não perca a essência do poder da leitura: conquistar
novos leitores e introduzi-los no caminho mágico das letras. A escola é um
espaço desta prática, mas, sobretudo, é um local onde seus representantes,
professores e alunos podem exemplificar diariamente o quanto a literatura faz
parte do conhecimento cultural do mundo.
REFERÊNCIAS:
ALVES,
Rubem. Gaiolas ou Asas – A arte do vôo ou a busca da alegria de aprender.
Porto, Ed. Asa, 2004. Disponível em: http://pagina-de-vida.blogspot.com.br/2007/05/o-prazer-da-leitura-rubem-alves.html.
Acesso em: 11/09/16

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