O ato de ler não é passivo, pois envolve interpretações,
relações com nossas memórias e vivências, além de uma boa dose de
questionamentos com os valores que nos representam. O professor, ao planejar e
selecionar leituras para estabelecer diálogos entre seu aluno, o leitor, e o
texto previsto, precisa estar ciente do compromisso de ampliar o universo cultural dos
educandos. Conforme Gregorin Filho (2009, p.72):
Acima de tudo, ao escolher um livro
para o seu aluno, seja de literatura ou não, o educador deve perceber a
importância de sua função como agente transformador da realidade social e
buscar sempre o questionamento de atividades e instrumentos não condizentes com
os valores de liberdade de pensamento e tolerância às diferenças. (GREGORIN
FILHO, 2009, p.72)
Assim, múltiplas linguagens constroem as relações humanas,
nem sempre expressas nas perspectivas de leituras formatadas em atividades
escolares tradicionais. Então, é importante que o professor tenha um olhar para
a identidade do aluno e de seus interesses, buscando obras literárias que despertem
curiosidade e reflexão, capacitando-o como aprendiz da cultura.
Portanto, ler parte de um processo cognitivo, mas abrange
também a imaginação e as emoções, provocando um posicionamento do leitor
perante o seu mundo. Um prazer de decodificar os símbolos e encontrar
significados. É desta forma que todo leitor, a cada nova leitura, fomenta a
análise e diversifica seu poder de argumentação. E como através da palavra
dialogamos com a pluralidade, podemos dizer: não é possível parar de ler...
REFERÊNCIAS:
GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura Infantil: múltiplas
linguagens na formação de leitores. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2009.

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