sábado, 16 de julho de 2016


APRENDER 
ENSINAR

Conhecer não é sinônimo de “saber fazer”. Neste enfoque, o professor enfrenta uma reflexão diária para repensar seu compromisso com o ensino. Independente da falta de recursos e da situação precária de várias escolas no país, muitos professores conseguem entusiasmar seus alunos para construir o conhecimento. É o detalhe que faz a diferença para o professor: estar preparado para aprender cada vez mais a arte de ensinar.

Ao falarmos da postura do professor, é preciso se reconhecer o quanto o autoritarismo pedagógico pode prejudicar a aprendizagem na medida em que desvaloriza as capacidades dos alunos. Assim, o conhecimento dá autoridade ao trabalho do professor, mas não o autoriza a ser autoritário. Nas palavras de Tufano (2004, p. 45): "E é justamente por ser mais experiente e saber mais que cabe ao professor mudar seu comportamento, e não, ao contrário, esperar que os alunos se adaptem a seu modo de ensinar. Saber a hora de mudar – isso é postura de professor."

Desencadear processos de aprendizagem faz parte do ofício de ser professor. Planejar e ressignificar os conteúdos também. Todo este contexto, converge em um perfil de profissional que precisa aprender a conduzir o outro, no caso o aluno, a sua própria autonomia. Constitui-se, portanto, uma relação pedagógica de convivência, com o professor sendo um sujeito integrado com o mundo e voltado para ações educativas que contribuem com a formação dos alunos.

Então, ser professor envolve esforço e, sobretudo, uma postura humilde. Humildade para perceber que todo ser humano tem limitações e que sempre podemos aprender mais, inclusive aprender melhor como ensinar.


REFERÊNCIAS:
TUFANO, Douglas. Postura de professor. In: PASCALE, R.; LARA, W. (org.). Relações do ensinar. São Paulo: Paulus, 2004. p. 44-47.

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