APRENDER
A
ENSINAR
Conhecer não é sinônimo de “saber
fazer”. Neste enfoque, o professor enfrenta uma reflexão diária para repensar
seu compromisso com o ensino. Independente da falta de recursos e da situação
precária de várias escolas no país, muitos professores conseguem entusiasmar
seus alunos para construir o conhecimento. É o detalhe que faz a diferença para
o professor: estar preparado para aprender cada vez mais a arte de ensinar.
Ao falarmos da postura do
professor, é preciso se reconhecer o quanto o autoritarismo pedagógico pode
prejudicar a aprendizagem na medida em que desvaloriza as capacidades dos
alunos. Assim, o conhecimento dá autoridade ao trabalho do professor, mas não o
autoriza a ser autoritário. Nas palavras de Tufano (2004, p. 45): "E é
justamente por ser mais experiente e saber mais que cabe ao professor mudar seu
comportamento, e não, ao contrário, esperar que os alunos se adaptem a seu modo
de ensinar. Saber a hora de mudar – isso é postura de professor."
Desencadear processos de
aprendizagem faz parte do ofício de ser professor. Planejar e ressignificar os
conteúdos também. Todo este contexto, converge em um perfil de profissional que
precisa aprender a conduzir o outro, no caso o aluno, a sua própria autonomia.
Constitui-se, portanto, uma relação pedagógica de convivência, com o professor
sendo um sujeito integrado com o mundo e voltado para ações educativas que
contribuem com a formação dos alunos.
Então, ser professor envolve
esforço e, sobretudo, uma postura humilde. Humildade para perceber que todo ser humano tem limitações e que sempre podemos aprender mais, inclusive aprender melhor
como ensinar.
REFERÊNCIAS:
TUFANO, Douglas. Postura de professor. In: PASCALE, R.; LARA,
W. (org.). Relações do ensinar. São Paulo: Paulus, 2004. p. 44-47.

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