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| COMPARTILHAR PARA RECONSTRUIR |
Por estar no final do curso de Pedagogia, ter uma postura
reflexiva já faz parte de uma rotina de pensamentos. Nesta linha, busquei em
meu blog a postagem Reflexões,
de novembro de 2018, onde destaco a importância de interpretar as experiências
vividas, no caso, no meu estágio na EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Entre os comentários, abordei a visão de Demo (2000) sobre a
aprendizagem reconstrutiva, onde a teoria e a prática se entrelaçam em projetos
abertos e estimulados por desafios, o que se concretizou nas minhas
experiências do estágio. Deste modo, a procura diária por uma didática adequada
à diversidade dos alunos, promoveu comparações de métodos pedagógicos com a
bagagem cultural dos alunos, incentivando-me a reconstruir concepções de
educação com os próprios alunos. Coelho e Eiterer (2011, p. 172) associam essas
experiências a desafios:
O
desafio com o qual o educador em EJA tem que lidar assume a seguinte
configuração: de um lado, as concepções interacionistas de ensino-aprendizagem
que ele traz e, de outro, as concepções tradicionais que o aluno traz. Além do
que, é preciso considerar ainda as dificuldades em torno da construção de novos
conhecimentos: de um lado, as aquisições do conhecimento científico que o educador
traz e, de outro, o conhecimento construído a partir das vivências que o
educando traz. (COELHO; EITERER, 2011, p. 172).
Quando abrimos espaço para abordar os conhecimentos vividos
pelos alunos, não só enriquecemos nossas aulas, como as tornamos mais
flexíveis e identificadas com os valores pessoais e sociais do grupo. Compartilhar
vivências e conhecimentos acumulados torna cada aluno um multiplicador de
ideias, reconstruindo aprendizagens.
Então, conhecimento científico deve estar associado a significados para a vida, bem como a uma abertura para a construção de novos pensamentos. Portanto, aprender a transitar entre o conhecimento formal e o informal, buscando relações e estabelecendo propostas de uma aprendizagem reconstrutiva, é o maior desafio de cada professor, sobretudo se ele trabalhar na EJA.
Então, conhecimento científico deve estar associado a significados para a vida, bem como a uma abertura para a construção de novos pensamentos. Portanto, aprender a transitar entre o conhecimento formal e o informal, buscando relações e estabelecendo propostas de uma aprendizagem reconstrutiva, é o maior desafio de cada professor, sobretudo se ele trabalhar na EJA.
REFERÊNCIAS:
COELHO, A. M. S.; EITERER, C. L.
A didática na EJA. In: SOARES, L.; GIOVANETTI, M. A.; GOMES, N. L. (orgs.) Diálogos na educação de jovens e adultos.
Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.
DEMO, Pedro. Conhecer & aprender:
sabedoria dos limites e desafios. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

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