A cada dia somos
surpreendidos com demandas na escola provocadas por novas informações e pela
necessidade de adaptações a novos hábitos ditados pela mídia. Sobreviver profissionalmente
a esses novos tempos, exige que o professor diversifique sua compreensão da
realidade e tente associá-la as suas práticas pedagógicas. Mas não é tão
simples assim. É aí que começa o dilema de todo professor.
Hoje, não basta ter
conhecimento sobre os assuntos trabalhados. É preciso uma contextualização com
o tempo e o espaço dos alunos, da escola e do meio social em que ela está
inserida. Exigências que tornam o trabalho do professor uma experimentação
diária de investigação e de compromisso com seus aprendentes. Conforme Pimenta
(1994, p. 120-121):
O
que é ensinar de modo que os alunos aprendam? Que lógicas de organização
curricular e de gestão escolar favorecem a aprendizagem? Como garantir que
todos os alunos se apropriem dos instrumentos necessários para se situarem no
mundo? Como estabelecer os vínculos entre conhecimentos, formação cultural,
desenvolvimento de hábitos, atitudes, valores? Para que ensinar? Que materiais,
equipamentos, mídias precisam ser mobilizados no processo de ensino? (PIMENTA,
1994, p. 120-121)
Dentre tantos
questionamentos acima citados, o “para que ensinar” resume o real dilema de
todo professor quando planeja cada aula a ser ministrada. Um planejamento que
se torna uma ação no seu ato de ensinar, seja no campo da construção do
conhecimento ou na da formação pessoal de seus alunos. Reconhecer que existe
diversidade de saberes e que também sua aprendizagem como professor deve ser
continuada, fortalece as intenções de um ensino dialético, o que favorecerá um
trabalho coletivo mais competente e voltado para as necessidades da sociedade.
REFERÊNCIAS:
PIMENTA, S. G. O estágio na formação dos professores – unidade
teoria e prática? São Paulo: Cortez, 1994.

Anaí! Ensinar e Aprender? Gente gosta e precisa disso. Bacana essa imagem que escolhestes
ResponderExcluirpara tua publicação. E fiquei pensando no que escreves. Pois então, ... Ensinar pra que? Escolarizar de que forma? Ficar de 4 a 7 horas por dia com esses alunos dentro da escola poderia ter tempo aproveitado para torná-los protagonistas? O que acreditas? Seria possível? Alunos montando coisas? Pesquisando? Inventando? Observando e refletindo? Será que como professores podemos acreditar em aulas onde o protagonismo dos alunos deve prevalecer? Ficam os questionamentos. Segue escrevendo que vou te acompanhar por aqui. Abraço, Betynha (Tutora PEAD2/UFRGS - VII Eixo - Seminário Integrador)