CONHECIMENTO
Finalizando o sexto semestre do curso
de Pedagogia, olhar para os semestres anteriores é um exercício de reflexão.
Percebemos o quanto cada passo (ou etapa) foi responsável pela nossa formação
atual. De uma escrita simples, embora autoral, hoje escrevemos com
argumentações e referências, realizando conexões antes nunca pensadas.
Todo este movimento faz parte de
uma aprendizagem consolidada numa prática de pesquisa, delimitada por uma interdisciplina
que orienta, mas que exige argumentação, o que foi fundamental para
conceituarmos nossos valores educacionais. Esta interdisciplina, o Seminário
Integrador, preparou este semestre em etapas a serem cumpridas, ao mesmo tempo
em que nos deu mais autonomia para exercitá-las. Ter autonomia é muito
gratificante, mas no meu caso em específico, por uma interpretação equivocada,
fiquei insegura por sentir falta de um acompanhamento como nos semestres
anteriores. Talvez, se soubesse que era esta a proposta, isto é, que tínhamos
liberdade para experimentar, as tarefas não seriam tão complicadas de executar.
Como tudo é aprendizado, carregarei este
para o próximo semestre e, com certeza, minhas experiências me darão subsídios
para aprender ainda mais.
Trazendo minhas experiências para
a argumentação, como alunos, precisamos ter o conhecimento do que sabemos e
também do que não sabemos, para que possamos administrar nossos próprios
processos cognitivos de aprendizagem. Segundo Ribeiro (2003, p.110):
O conhecimento que o aluno possui sobre o que sabe e o
que desconhece acerca do seu conhecimento e dos seus processos parece
fundamental, por um lado, para o entendimento da utilização de estratégias de
estudo, pois se presume que tal conhecimento auxilia o sujeito a decidir quando
e que estratégias utilizar e, por outro, ou consequentemente, para a melhoria
do desempenho escolar. (RIBEIRO, 2003, p. 110).
Assim, para aprender é preciso
interagir com a informação e ser transformado por ela. Todas as experiências
são válidas se nos apropriarmos delas para compor nosso conhecimento. É a
forma, também, de servimos de exemplo para nossos alunos e estimulá-los a
aprender cada vez mais.
REFERÊNCIAS:
RIBEIRO, Célia. Metacognição: um apoio ao processo
de aprendizagem. In: Psicologia: reflexão e crítica, 2003, 16(1), p. 109-16

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