domingo, 10 de dezembro de 2017



CONHECIMENTO

Finalizando o sexto semestre do curso de Pedagogia, olhar para os semestres anteriores é um exercício de reflexão. Percebemos o quanto cada passo (ou etapa) foi responsável pela nossa formação atual. De uma escrita simples, embora autoral, hoje escrevemos com argumentações e referências, realizando conexões antes nunca pensadas.

Todo este movimento faz parte de uma aprendizagem consolidada numa prática de pesquisa, delimitada por uma interdisciplina que orienta, mas que exige argumentação, o que foi fundamental para conceituarmos nossos valores educacionais. Esta interdisciplina, o Seminário Integrador, preparou este semestre em etapas a serem cumpridas, ao mesmo tempo em que nos deu mais autonomia para exercitá-las. Ter autonomia é muito gratificante, mas no meu caso em específico, por uma interpretação equivocada, fiquei insegura por sentir falta de um acompanhamento como nos semestres anteriores. Talvez, se soubesse que era esta a proposta, isto é, que tínhamos liberdade para experimentar, as tarefas não seriam tão complicadas de executar.  Como tudo é aprendizado, carregarei este para o próximo semestre e, com certeza, minhas experiências me darão subsídios para aprender ainda mais.

Trazendo minhas experiências para a argumentação, como alunos, precisamos ter o conhecimento do que sabemos e também do que não sabemos, para que possamos administrar nossos próprios processos cognitivos de aprendizagem. Segundo Ribeiro (2003, p.110):

O conhecimento que o aluno possui sobre o que sabe e o que desconhece acerca do seu conhecimento e dos seus processos parece fundamental, por um lado, para o entendimento da utilização de estratégias de estudo, pois se presume que tal conhecimento auxilia o sujeito a decidir quando e que estratégias utilizar e, por outro, ou consequentemente, para a melhoria do desempenho escolar. (RIBEIRO, 2003, p. 110).


Assim, para aprender é preciso interagir com a informação e ser transformado por ela. Todas as experiências são válidas se nos apropriarmos delas para compor nosso conhecimento. É a forma, também, de servimos de exemplo para nossos alunos e estimulá-los a aprender cada vez mais.


REFERÊNCIAS:

RIBEIRO, Célia. Metacognição: um apoio ao processo de aprendizagem. In: Psicologia: reflexão e crítica, 2003, 16(1), p. 109-16

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