BUSCAR POTENCIALIDADES NA APRENDIZAGEM
Esta semana, os temas
tratados na interdisciplina Educação de Pessoas com necessidades Educacionais Especiais
promoveram uma grande reflexão em nossos estudos. Falar em Educação Especial é
destacar muitos desafios e conquistas ao longo dos anos e uma história de
reivindicações por direitos e não privilégios.
Nossa escola é um espaço
para resguardar os direitos de todos, sobretudo o direito à educação. Cada vez
que estudamos estes assuntos, percebemos o quanto precisamos derrubar barreiras
e mudar atitudes para tornar nossa escola verdadeiramente inclusiva. Se na
Constituição Federal de 1988 a educação é um direito fundamental de todos, a
escola deve agregar as condições, incluindo um atendimento educacional
especializado para quem precisa, proporcionando o atendimento a todos os
alunos.
Ao mesmo tempo, nos
perguntamos diariamente, como trabalhar com as dificuldades de aprendizagem,
sejam elas físicas ou cognitivas. Ou, então, como oportunizar o acesso a todos
e mantê-los em um ambiente receptivo para esta aprendizagem? Na realidade, o
primeiro passo é considerar a pessoa antes da deficiência, buscar
potencialidades e não apenas diagnosticar as dificuldades. Segundo Rossato e
Martínez (2011, p.72):
A
compreensão das dificuldades de aprendizagem escolar não pode ser considerada
de forma universal, uma vez que abrange um conjunto de fatores que são
distintos em cada sujeito. Dificuldade de aprendizagem escolar não significa
impedimento em geral para aprender – afinal, existem muitos outros espaços em
que a aprendizagem ocorre –, mas a dificuldade em dominar um sistema de
conceitos científicos dentro do tempo e dos padrões avaliativos utilizados na
escola. (ROSSATO; MARTÍNEZ, 2011, p.72).
Sendo assim, como superar
esta padronização de planejamentos e ações realizadas na escola? Cada vez mais
precisamos superar também nossa dificuldade em trabalhar com as diversidades,
nos espelhando na coragem e na determinação dos movimentos sociais atuais que
lutam pela dignidade humana. O ideal, então, seria que a sociedade fosse um
movimento único em favor de todas as pessoas, derrubando barreiras, obstáculos
e atitudes que insistem em não valorizar a essência de cada um.
REFERÊNCIAS:
ROSSATO, M.; MARTÍNEZ, A.M. A
superação das dificuldades de aprendizagem e as mudanças na subjetividades. In:
MARTÍNEZ, A. M.; TACCA, M.C.V.R. (organizadoras). Possibilidades de aprendizagem: ações pedagógicas para alunos com dificuldade
e deficiência. Campinas, SP: Editora Alínea, 2011.

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