sábado, 9 de setembro de 2017

BUSCAR POTENCIALIDADES NA APRENDIZAGEM

Esta semana, os temas tratados na interdisciplina Educação de Pessoas com necessidades Educacionais Especiais promoveram uma grande reflexão em nossos estudos. Falar em Educação Especial é destacar muitos desafios e conquistas ao longo dos anos e uma história de reivindicações por direitos e não privilégios.

Nossa escola é um espaço para resguardar os direitos de todos, sobretudo o direito à educação. Cada vez que estudamos estes assuntos, percebemos o quanto precisamos derrubar barreiras e mudar atitudes para tornar nossa escola verdadeiramente inclusiva. Se na Constituição Federal de 1988 a educação é um direito fundamental de todos, a escola deve agregar as condições, incluindo um atendimento educacional especializado para quem precisa, proporcionando o atendimento a todos os alunos.

Ao mesmo tempo, nos perguntamos diariamente, como trabalhar com as dificuldades de aprendizagem, sejam elas físicas ou cognitivas. Ou, então, como oportunizar o acesso a todos e mantê-los em um ambiente receptivo para esta aprendizagem? Na realidade, o primeiro passo é considerar a pessoa antes da deficiência, buscar potencialidades e não apenas diagnosticar as dificuldades. Segundo Rossato e Martínez (2011, p.72):

A compreensão das dificuldades de aprendizagem escolar não pode ser considerada de forma universal, uma vez que abrange um conjunto de fatores que são distintos em cada sujeito. Dificuldade de aprendizagem escolar não significa impedimento em geral para aprender – afinal, existem muitos outros espaços em que a aprendizagem ocorre –, mas a dificuldade em dominar um sistema de conceitos científicos dentro do tempo e dos padrões avaliativos utilizados na escola. (ROSSATO; MARTÍNEZ, 2011, p.72).

Sendo assim, como superar esta padronização de planejamentos e ações realizadas na escola? Cada vez mais precisamos superar também nossa dificuldade em trabalhar com as diversidades, nos espelhando na coragem e na determinação dos movimentos sociais atuais que lutam pela dignidade humana. O ideal, então, seria que a sociedade fosse um movimento único em favor de todas as pessoas, derrubando barreiras, obstáculos e atitudes que insistem em não valorizar a essência de cada um.


REFERÊNCIAS:

ROSSATO, M.; MARTÍNEZ, A.M. A superação das dificuldades de aprendizagem e as mudanças na subjetividades. In: MARTÍNEZ, A. M.; TACCA, M.C.V.R. (organizadoras). Possibilidades de aprendizagem: ações pedagógicas para alunos com dificuldade e deficiência. Campinas, SP: Editora Alínea, 2011.


Nenhum comentário:

Postar um comentário