AVALIAÇÃO
Segundo Melchior (2001, p.
39): “A avaliação deve ser realizada mediante a obtenção de informações
precisas, em etapas sistemáticas, sobre os conhecimentos do indivíduo e de sua
formação.” Nesta perspectiva, a avaliação se torna um investimento de tempo e
planejamento para o professor onde, além do caráter formativo, precisa ajustar
suas práticas para favorecer a aprendizagem concreta de todos.
No entanto, ainda temos
práticas avaliativas como medidoras de desempenhos, voltadas para uma
classificação que determina planejamentos futuros. Ainda nos apegamos, mesmo
que involuntariamente, a instrumentos quantitativos de avaliação para definir
resultados. O sistema de avaliação escolar segue com mudanças, mas depende de
uma conscientização individual do professor e do aluno, na busca de uma
avaliação como diagnóstico para melhorias, e não apenas como um resultado
final.
Uma avaliação formativa
considera conhecimentos e atitudes, compreensão e prática de valores que
preparam o indivíduo para ter autonomia. É um investimento pedagógico que exige
pesquisa, debate e inovação do professor, mas que o faz vislumbrar caminhos
mais construtivos na educação. Nas palavras de Perrenoud (1999, p. 68):
Uma avaliação mais
formativa não toma mais tempo, mas dá informações, identifica e explica erros,
sugere interpretações quanto às estratégias e atitudes dos alunos e, portanto,
alimenta diretamente a ação pedagógica, ao passo que o tempo e a energia gastos
na avaliação tradicional desviam da invenção didática e da inovação.
(PERRENOUD, 1999, p. 68).
Quando o autor citado acima
fala na avaliação com a função de alimentar a ação pedagógica, percebemos o
quanto ela pode direcionar nossas escolhas no planejamento. A partir dos seus
resultados é possível readaptar as propostas para que elas atendam às
necessidades do ambiente de aprendizagem. Não basta aplicar avaliações,
precisamos aproveitar este processo para conduzir nossa prática na
concretização de uma aprendizagem significativa que esteja ao alcance de todos.
REFERÊNCIAS:
MELCHIOR, Maria Celina. O
sucesso escolar através da avaliação e da recuperação. Porto Alegre: Premier,
2001.
PERRENOUD, Philippe.
Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas.
Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

Nenhum comentário:
Postar um comentário