domingo, 2 de julho de 2017



AVALIAÇÃO


Segundo Melchior (2001, p. 39): “A avaliação deve ser realizada mediante a obtenção de informações precisas, em etapas sistemáticas, sobre os conhecimentos do indivíduo e de sua formação.” Nesta perspectiva, a avaliação se torna um investimento de tempo e planejamento para o professor onde, além do caráter formativo, precisa ajustar suas práticas para favorecer a aprendizagem concreta de todos.

No entanto, ainda temos práticas avaliativas como medidoras de desempenhos, voltadas para uma classificação que determina planejamentos futuros. Ainda nos apegamos, mesmo que involuntariamente, a instrumentos quantitativos de avaliação para definir resultados. O sistema de avaliação escolar segue com mudanças, mas depende de uma conscientização individual do professor e do aluno, na busca de uma avaliação como diagnóstico para melhorias, e não apenas como um resultado final.

Uma avaliação formativa considera conhecimentos e atitudes, compreensão e prática de valores que preparam o indivíduo para ter autonomia. É um investimento pedagógico que exige pesquisa, debate e inovação do professor, mas que o faz vislumbrar caminhos mais construtivos na educação. Nas palavras de Perrenoud (1999, p. 68):

Uma avaliação mais formativa não toma mais tempo, mas dá informações, identifica e explica erros, sugere interpretações quanto às estratégias e atitudes dos alunos e, portanto, alimenta diretamente a ação pedagógica, ao passo que o tempo e a energia gastos na avaliação tradicional desviam da invenção didática e da inovação. (PERRENOUD, 1999, p. 68).


Quando o autor citado acima fala na avaliação com a função de alimentar a ação pedagógica, percebemos o quanto ela pode direcionar nossas escolhas no planejamento. A partir dos seus resultados é possível readaptar as propostas para que elas atendam às necessidades do ambiente de aprendizagem. Não basta aplicar avaliações, precisamos aproveitar este processo para conduzir nossa prática na concretização de uma aprendizagem significativa que esteja ao alcance de todos.

REFERÊNCIAS:

MELCHIOR, Maria Celina. O sucesso escolar através da avaliação e da recuperação. Porto Alegre: Premier, 2001.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

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