domingo, 20 de março de 2016

AVALIANDO POSTAGENS ANTERIORES

Como atividade da interdisciplina Seminário Integrador III, foi proposta a tarefa de escolhermos duas postagens de nosso blog e avaliarmos seus argumentos.
Minha primeira postagem escolhida é aquela em que acredito ser qualificada, isto é, que tenha argumentos coerentes que embasem o tema tratado. Está reproduzida abaixo (publicada em 29/11/15):
A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR
Considerando que o brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento da criança, valorizar este ato no processo educativo, oportuniza o uso de todas as suas capacidades e a coloca em contato com o mundo social. Jogos, brinquedos e brincadeiras favorecem a compreensão e a comunicação das crianças, inserindo-as numa realidade multicultural, onde vivem e recriam culturas. 
É através do brincar que as crianças ampliam seus conhecimentos, vivenciam regras, desenvolvem limites e se integram com o grupo, em experiências que podem ser  oportunizadas pela Educação Infantil. Como o brincar tem função socializadora e integradora, é importante que as práticas pedagógicas sejam planejadas visando o aproveitamento deste comportamento que é tão natural e espontâneo na criança.
Ao mesmo tempo, brincar é um ato tão libertador que, o lúdico e a fantasia despertam a imaginação e nos fazem, independentes de sermos crianças ou adultos, indivíduos mais tolerantes e esperançosos com a humanidade.
Analisando o brincar sob outro aspecto, podemos citar Donald Winnicott (1896-1971), um pediatra e psicanalista inglês, que defendia a ideia de que a personalidade de um pessoa é feita através de experiências da infância, onde as brincadeiras também deixavam suas marcas.


Por ser uma escrita autoral, houve preocupação com o convencimento de ideias sobre a criança e o ato de brincar, com exemplos coerentes da realidade. Apesar da frase do psicanalista Winnicott não ter referência de data ou texto de onde foi retirado (uso de uma imagem/cartaz da internet como reforço da mensagem), considero a postagem qualificada pelo teor dos argumentos (razões fundamentadas) e por concluir relacionando a criança ao adulto, permeando a ideia de que nossas memórias de infância constituem nossa personalidade.

Em contraponto, outra postagem pessoal (publicada em 17/09/15) que poderia ser reescrita (qualificada):

Imagens... Cores... Letras... Números...
        Um amontoado de ideias e de revelações. O quanto isso é relevante para uma criança que, neste emaranhado de símbolos, vai construindo seu mundo de comunicação. 
        Neste semestre, a alfabetização é um dos enfoques de estudo. Estou com grandes expectativas de aprendizagem, principalmente para renovar meu olhar de educadora. Ainda não tenho práticas formais de alfabetização. Portanto, já está na hora de vivenciá-las.

Por ser uma das minhas primeiras postagens, não havia uma preocupação maior com a argumentação, mas com uma comunicação da minha realidade no curso. Para qualificar a escrita, seria necessário ordenar argumentos (alfabetização e comunicação da criança), com evidências que registrem o assunto (exemplos e/ou citações).

Texto reformulado:

Imagens...Cores...Letras...Números...

Neste semestre, a alfabetização é um dos enfoques de estudo. Conhecer os processos de aprendizagem do alfabeto, métodos e estratégias da construção da comunicação da criança são, além de interessantes, caminhos de compreensão das interações sociais que ocorrem na escola.
Imagens, cores, letras e números, um amontoado de ideias e de revelações. Percebemos o quanto isso é relevante para uma criança que, neste emaranhado de símbolos, vai construindo seu mundo de comunicação.
O trabalho cotidiano das escolas é recheado de propostas pedagógicas que procuram sentido e significado para as aprendizagens, onde a alfabetização deve nortear a caminhada de inserção da criança neste mundo social. Todos os espaços sociais são válidos para aprendizagens, mas a escola, por ser uma instituição formadora, encabeça a construção de pontes de comunicação e a compreensão de que educação passa por aprendizados em relações sociais.
Não podemos dissociar a alfabetização da cultura própria de cada indivíduo, onde aprender a ler e escrever é apenas o começo para conhecer, criticar e ressignificar o conhecimento. Conforme Kramer (2010, p.138): "Desde o primeiro momento, minha perspectiva foi a de trabalhar alfabetização, leitura e escrita como processos vivos, como práticas sociais inseridas na história, constituidoras da subjetividade, feitas na cultura e produtoras de culturas."
Estou com grandes expectativas de aprendizagens, principalmente para renovar meu olhar de educadora. Ainda não tenho práticas formais de alfabetização. Portanto, já está na hora de vivenciá-las.

REFERÊNCIAS:

KRAMER, Sonia. Alfabetização, leitura e escrita: formação de professores em curso. São Paulo: Ática, 2010.

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